“Eu vejo o futuro repetir o passado
Eu vejo um museu de grandes novidades
O tempo não para
Não para não, não para”
– Cazuza

A concepção humana de tempo é uma variável determinada principalmente pelos nossos sentidos. E assim como a hipnose é uma ilusão, o tempo também é algo relativo: determinados momentos de nossas existências se passam em segundos que parecem horas enquanto outros são horas que se passam em segundos (ainda que os marcadores de tempo digam o oposto).

Algumas pessoas com lesões cerebrais podem terminar por perder a noção de tempo, bem como algumas deficiências psicológicas também podem alterar tal percepção.  Os sentidos e sua interpretação neurológica são os principais elementos que definem o tempo como o conhecemos, em especial a visão. Estamos diretamente conectados com o curso do sol no firmamento e podemos ficar desnorteados se perdermos o contato com o dia e a noite. Da mesma forma, algumas pessoas possuem uma noção exata de tempo contado mentalmente de forma natural, dispensando mesmo marcadores de tempo como relógios e ampulhetas.

Para os gregos havia duas formas de tempo: o “Chronos”, que era o tempo quantitativo ligado aos homens e o “Kairos”, que era o tempo ligado diretamente aos Deuses e que definia apenas um único momento exato da existência.

Outro aspecto importante do tempo é que, para determinadas religiões como as cristãs, ele é linear, ou seja, segue uma linha de ações, reações e fatos ordenados. Esse aspecto se explica pois nesse caso o tempo está ligado ao seu Deus, que seria o maestro da orquestra de acontecimentos universais. Já em culturas politeístas como a dos indígenas americanos, o tempo é um ciclo, uma grande roda que tende a se repetir e ao final de cada ciclo os Deuses se alternam para governar o próximo domínio em questão. Este aspecto originou o mal entendido em relação ao ano de 2012 e o início do ciclo do “Coalt” (serpente), após anos sem que o Deus “Quetzalcoalt” assumisse (sendo ele um dos líderes máximos do panteão).

Na mitologia grega há a passagem onde Zeus e seus irmãos não mataram “Chronos” mas sim se desacorrentaram do tempo (tratado com o cruel pai que “devora” seus filhos). A importância dessa passagem se dá na real interpretação dela pois, a partir desse desacorrentamento, eles se tornaram Deuses, ou seja, sem tempo para perder a divindade foi alcançada.

E finalmente nos cabe abordar o tempo sob o aspecto ocultista. Nesse caso quanto mais “novo” você estiver, mais as suas energias serão intensas e quanto mais “velho” você estiver, mais terás experiência e sabedoria. Esse é o ciclo natural da vida de um ocultista e recomendo respeitá-lo, pois os que não o fazem normalmente enfrentam grandes adversidades em sua jornada.

Este é o principal aspecto do tempo que devemos nos recordar como ocultistas: o tempo que não podemos perder. É preciso nos libertarmos para que nossos objetivos sejam atingidos e possamos alcançar o verdadeiro poder.

Graça & Paz
Lux

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