Estava lendo ainda a pouco sobre a possibilidade de utilizar hipnose em rituais de sugestão, me perguntei; não seria desde o começo o ritual de sugestão uma forma de hipnose? O ocultismo meche sempre com a mente e a alma da pessoa, traduzindo diria que o ocultismo entra em contato com o psicológico e com a energia de cada um, ocultistas não podem ser pouco entendidos em nenhuma dessas duas áreas sem serem falhos.

O psicológico é uma ferramenta absurdamente utilizada quando se quer algo, sempre falamos que antes de tentar algo mágico devemos tentar algum tipo de manipulação física da situação, e a hipnose seria isso, o estado sugestivo que levaria a alguém fazer algo que você ordena, então qual é a grande dificuldade nisso? A grande dificuldade é que não é fácil hipnotizar pessoas e alguns até acreditam que é necessário ter um dom para consegui-lo.

Eu particularmente discordo dessa separação de águas, acredito que, óbvio, alguns já nascem com pré-disposição para tornarem-se hipnotizadores enquanto outros nascem para ser hipnotizados, assim como qualquer outra prática que envolva talento e inspiração, mas também acredito que com esforço qualquer um pode “trocar de lugar” e seguir o que bem entende.

Mas a questão dessa postagem não é essa, o que me interessou no texto que encontrei foram as referências com servos astrais, algo que tratamos muito lá na comunidade e agora volta a dar as caras por ai. Lembro-me de uma regra principal de quando criava-se o servo astral “depois de ter terminado o rito você terá de esquecer o intento e apenas alimentar o servo quando for necessário”, e assim é com quase todos os ritos que visam realizar alguma coisa “magicamente”, o ocultista tem que esquecer o pedido e ele ocorrerá. Nessa questão me veio o lance da auto-hipnose, pois pensem bem, o que seria isso senão uma auto-sugestão? Você cria um situação na qual sua mente e espírito desejam algo e o transformam em intenção ativa direcionando o “servo” para que aquilo ocorra, depois do rito terminado você “apaga” esse fato antes de “desligar o equipamento” que vai continuar funcionando em segundo plano… Não sei se deu pra entender mas seria como se condicionar a fazer duas coisas ao mesmo tempo, porém sem se dar noção dessa segunda ação.

 

Se procurarmos relatos sobre servos astrais algo que percebemos é que raramente vemos ocultistas falando de suas formas ou de seu comportamento, tudo o que relatam é da sensação de dever cumprido ou de falha, não existe a comunicação e pelo fato do ocultista ter “esquecido” do intento o que acontece é o “nossa, eu nem lembrava disso” quando finalmente a meta é alcançada, e com isso daria-se o fim da auto-hipnose, ou seja o gatilho gerado para o término do transe seria a realização do ato. Percebam que todas as etapas da hipnose são aplicadas porém em junção com aspectos ocultistas como a canalização e manipulação de energia e etc, algo como um “piloto automático” mágico que cada ocultista cria em si.

Quais as desvantagens disso? Entramos nas questões de regras, percebam que muitos fazem servidores como fazem um bolo e se falta algum ingrediente eles simplesmente ignoram e continuam batendo a massa, se usarmos o modelo de auto-hipnose acima como lei para a criação de servos astrais perceberemos que se faltarem alguns dos elementos básicos como o gatilho de término, a pessoa ficaria eternamente funcionando em prol da meta escolhida, mesmo que essa já tenha terminado e não seja mais de interesse, o que causaria todo tipo de problema energético e até alguns psicológicos.

Muito se fala das vantagens da hipnose, principalmente em tratamentos de obesidade, traumas e tabagismo, se imaginarmos isso como um “eu” funcionando dentro da mente do paciente para que ele se controle perante a tentação a consumir tais itens, imagine se isso pudesse ser direcionado a coisas benéficas como alimento e água, seria uma maldição e tanto.

 

Continua.