Infelizmente foi uma escolha infeliz o nome dessa peça, planos astrais e planos inferiores são a mesma coisa, porém muitos encaram os planos visitados em projeções astrais como “planos astrais” e os planos inferiores como “Inferno”, ledo engano, ambos são planos de existência, cada um em sua vibração e cada um com seu método próprio para que seja alcançado, porém é difícil imagina que alguém vá fazer uma projeção astral para visitar o inferno,

 

claro muitos “posers” adoraria fazer isso, mas falamos de ocultistas de verdade, ou seja pessoas que apenas buscam o conhecimento, para essas não existem planos bons ou ruins, apenas planos com freqüência vibracional diferente, e todos merecem a mesma atenção pois podem oferecer tanta informação quanto qualquer lugar.

A vibração

O que separa os planos? Em várias literaturas encontramos o simbolismo e portões, pontes e até portais dimensionais, porém na realidade o que temos é apenas o estado de concentração de cada um e a facilidade que esse tem de alcançar tal estado e de, mais importante, manter esse estado vibracional. O que comemos, ouvimos, vemos e pensamos influencia não só no nosso humor como também em nosso estado vibracional, porém sabemos que ninguém simplesmente desaparece e não estamos falando de massa mas de corpo etéreo, você jamais vai conseguir carregar a sua matéria como ela é para outro plano, apenas a sua consciência será transportada e essa poderá ou não criar um corpo astral de acordo com o plano o qual se está visitando.

A projeção

Muitos acreditam que poderão projetar para fazer pequenas travessuras como observar pessoas durante o banho ou observar segredos de alguém, no decorrer da história vemos que isso já foi feito por agentes especiais de governos importantes, onde seus “psi agents” faziam espionagem bélica usando de projeção astral, algo totalmente compreensível tendo em vista as vantagens que isso podia trazer. Se os casos eram reais provavelmente nunca saberemos porém sabemos que a projeção é possível, e inclusive a projeção para o próprio plano físico o qual conhecemos bem, as vantagens são infinitas porém nada além do que poderíamos fazer acordados.
Muitos relatos sobre voar e atravessar paredes inundam as descrições das ditas “projeções astrais”, e de fato o empecilho do corpo físico deixa de existir quando projetamos, e a projeção para o plano nativo talvez seja a mais simples já que estamos habituados ao panorama e ao seres que nele vivem, lembrando que isso é absurdamente importante já que qualquer choque emocional faria o “viajante” voltar ao seu estado vibracional original, e conseqüentemente terminaria a projeção de forma abrupta.

Os “planos inferiores”

São tidos como planos inferiores todo aquele que exige uma carga emocional mais negativa, ou seja são planos inundados de sensações ruins como dor, raiva, melancolia, medo, solidão e frio. Claro que nem todos os planos foram catalogados, nessa peça falarei de alguns poucos que a maioria dos iniciantes já deve ter se deparado em projeções, são simples de alcançar exatamente por tratarem de emoções mais habituais da atual realidade do mundo, ou seja seu estado vibracional é facilmente alcançado.

Umbral (baixo astral)

Cada culto ou religião tem uma visão do umbral, porém algo se repete em todas, é escuro e decadente. Tido como o plano mais próximo do terreno é habitado por entidades muito parecidas com humanos, muitos dizem até que seus habitantes são na verdade humanos decadentes que após a morte foram rebaixados pra lá. E realmente de acordo com relatos e até de algumas experiências pessoas posso afirmar que muitos lá ainda acreditam ser seres humanos em absoluto sofrimento, alguns nem tem noção que deixaram de existir em seu plano nativo.
Doutrinas como a Kardecista visam visitar tal plano em busca de almas para “resgatar”, acolhendo-as e melhorando suas vibrações através de “cirurgias espirituais”, assim encaminhando o ser para a encarnação nesse plano, os responsáveis pela tarefa são os “guias espirituais”, dentre eles temos tupyara, Frei Luis e Hamatis. O processo é árduo e cansativo, e pode ser visto no filme nacional “nosso lar”.

Plano Cinza (Limbo)

Alguns o chamam de plano cinza, outros de Limbo, definições e nomes não faltam, a principal característica desse plano é óbvia, ele é predominantemente cinza em várias tonalidades, uma cor neutra que demonstra exatamente a apatia que é encontrada ao se visitar tal plano. Sua aparência não é tão diferente do plano terreno e a maioria das regras físicas ainda se aplicam nele, porém uma grande quantidade de paisagens desérticas pode ser encontrada, mas as semelhanças terminam por ai, os habitantes nativos desse plano não são nem um pouco parecidos com humanos e chegam mais próximos das aparições fantasmagóricas que temos relatos, flutuar, transparência, intangibilidade são atributos normais dos seres por ali, sem contar a falta de lógica em alguns momentos, já tive relatos de mãos saindo de paredes e tetos e de janelas tentando engolir pessoas, relatos e mais relatos, esse plano foge e muito do que estamos acostumados a ver na nossa realidade e o simples ato de falar dele já pode te tacha de louco ou criativo demais.

Plano da chuva (inferno)

Um pouco mais distante do nosso plano temos esse que é talvez o mais sombrio dos planos, a cultura japonesa cita ele como um local escuro e com chuva constante, relatos o descrevem como um plano frio e com céu negro, onde chove a maior parte do tempo e praticamente todas as superfícies são cobertas de lodo, o tom negro e verde é encontrado em praticamente todos os lugares, relva e trepadeiras cobrem as poucas construções que podem ser encontradas ao que tentam se embrenhar por esse plano. Por estar num estado vibracional tão diferente do nosso praticamente não se encontra nada de semelhante com nossa realidade, a não ser o já citado anteriormente, seus habitantes tendem a fugir de viajantes astrais ou repelí-los de forma violenta, apesar do visual “dark” esse plano pode ser tido como “agradável” para pesquisas devido à pouca forma de “vida” nele existente.

Outros planos serão descritos na segunda parte da peça.