Uma dos mitos mais famosos é o de Caim e Abel, que é narrado no Gênesis da Bíblia Cristã. A história é  cheia de simbolismo e podem ser interpretada de varias formas a que vamos aborda é uma visão pessoal sobre esse mito e a ligação dele com o Luciferianismo.

O nome Caim vem do hebraico קַיִן significando “lança” e tendo por transliteração correta “Qayin”. Este nome também é associado à outra forma verbal, “Qanah”, que pode significar “obter” (mais a frente vou explicar o porquê to termo Qanah que significa “obter”) ou “provocar ciúme”(se bem que “provocar ciúmes” pode ter sido um termo derivado da própria má interpretação de textos). Caim seria o primogênito de Adão e Eva, irmão mais velho de Abel.

Narra a historia da bíblia que Caim cresceu para se tornar um lavrador, enquanto Abel tomou o caminho do pastoreio. A cada determinado período de tempo, ambos deveriam apresentar um Holocausto* a Deus. Por alguma razão, não citada na bíblia, Deus rejeita a oferenda de Caim, constituída da melhor parte de sua safra, mas abraça a oferenda dos melhores novilhos de Abel. Enciumado com o favoritismo, o mais velho teria enganado o mais novo para segui-lo até o campo. Chegando lá, teria subjugado o mesmo com uma forma de foice primitiva, cometendo o primeiro Homicídio da Humanidade.
Após o crime, IHWH teria inquirido Caim sobre o paradeiro de seu irmão, o qual lhe respondeu com outra pergunta simbólica. “Ao acaso sou guardião de meu irmão?” Descoberto o assassinato, Caim foi exilado para as terras do leste, as terras de Nod.

Ok! Vamos da uma pausa aqui para analisar esse texto em uma visão luciferiana.

Vamos colocar Abel aqui como um simples eu de Caim, onde ele era o próprio Caim antes da iluminação. Abel era o ser feito de barro a imagem e semelhança de um deus uma simples pessoa comum, com pensamento de massa um escravo da matéria (o barro é o elemento terra que simboliza os planos materiais), Abel era a parte de Caim conformada e escrava das ilusões. Abel era a ovelha de deus, e a ovelha a ser sacrificado por Caim para sim mesmo, a morte de Abel pode simbolizar a destruição da inocência, da servidão, a destruição das principais fraquezas de Caim. A oferenda de Caim não subiria aos céus com a fumaça dos Holocaustos, mas seria posta em Terra, o sangue sendo o condensador fluídico da Vontade, honrando os Deuses mais negros .  Ao contrario do que se diz Caim sofreu ao matar Abel, pois estava sacrificando-se, estava sacrificando sua proteção, estava abrindo mão de suas ilusões de conforto. Neste momento Caim é marcado com pela marca de deus (mas não era o lúcifer que marcava seus escolhidos? Será que não era outro deus desse momento dando uma dura e chamando a atenção de seu filho nesse momento para ele mudar se transforma em algo melhor do que uma mera imagem de barro de outro ser?) nesse momento podemos entender que Caim trabalhava com as forças da morte para seu próprio bem, ele usava das forças do caos, da destruição e das trevas para alcança sua iluminação, daí por diante ele vaga no deserto (pena que seu conforto chega ao fim, afinal para mudar, evoluir, criar e alcança seus desejos você tem que abri mão de alguns coisas) em busca de sabedoria e iluminação esse deserto pode ser ver como o deserto de Azazel ou o deserto de Satan e podemos entender o deserto de Azazel como a magicka para melhora a si mesmo. Caim vaga no deserto de Nod atrás de auto conhecimento, de se descobri e de adquiri o conhecimento perdido, renegado, o conhecimento do caos, e das trevas. Em alguns lendas dizem que Caim desposo Lilith, assim podemos o ver como o próprio Samael (não vou falar disso pois não conheço muito bem essas parte da lenda). Bom, então com isso podemos chegar à conclusão de que Caim foi o primeiro ser a conseguir sua iluminação (é aqui que entra o a ligação do nome Qayin com o Qanah, “obter” pois é aqui que Caim obtém o conhecimento, obtém a iluminação) através dos conhecimentos caótico, da destruição de suas fraquezas para assim fortalecer o seu verdadeiro EU, através do deserto das sombras ele ganha conhecimento e sabedoria “diabólica”, aquela que foi renegada que por ser considerada maligna.

Voltando a historia.

Gerações mais tarde, um casal chamado Lamech e Zillah concebem dois filhos. Tubal-Caim (“Aprimorador da Arte de Caim”), um ferreiro e Naamah. Ambos podem ser vistos como primeiros epítetos de Caim e Lilith dentro da Humanidade. Naamah foi adotada pelos pagãos como uma deusa da luxúria… Entretanto eu discordo completamente desta visão. Mas não irei impor minha visão pessoal.
Tubal-Caim, em determinada narrativa, auxilia seu pai em uma caçada. Ambos acertam um Homem que possuía em sua cabeça um chifre de animal. Lameque de imediato reconheceu a descrição de seu ancestral. A punição septenária veio e as cidades fundadas por Caim foram destruídas (entre elas a cidade chamada Enoque). Lameque desculpa-se com seu Deus que adiou a punição para em 77 gerações, ao invés das 7 de Caim. E este foi o fim de nosso intrigante personagem.
Refletindo um pouco.

Naamah que era esposa e irmã de Tubal-Caim, acho que em uma rápida interpretação você pode vê-lo como um único ser na união alquímica Lúciferiana onde os parceiros seriam como uma só carne, uma só mente e um só espírito. No luciferianismo você e incentiva a se unir com uma pessoa com o mesmo nível de inteligência, de gostos, com o mesmo nível de cultura e estudos que o seu, assim os parceiros podem ser como um único ser, evoluindo junto, com os mesmos gostos assim evitando os desgastes, e estagnação dos parceiros. E mesmo quando eles são totalmente diferentes um do outro se incentiva para eles serem como um único ser, para que um possa completa o outro, assim o casal pode evoluir.

Tubal-Caim era um ferreiro, podemos interpreta isso, como ele sendo um alquimista, onde ele transformava seu próprio ser, podemos ver também que ele aprimora as artes de Caim, podemos entender que ele trabalhava com energias densas para uma evolução, ele criava armas de destruição, então podemos entender que as únicas armas que ele criava eram para sua própria destruição, assim podendo eliminar suas fraqueza, ele destruía suas fraquezas e moldava o EU no mais nobre dos matérias o outro, isso fica mais claro quando ele mata Caim, e é “amaldiçoado” com a marca dele, podemos entender essa marca como a sabedoria do abismo.
Chifres nas antigas tradições eram sinal de inteligência, Sabedoria e experiência de vida. Também de força, por ser possuído por animais aos quais atribuíam-se estas qualidades. E tal era a “marca” de Caim. Um chifre.

*Holocausto:Oferenda onde o Sangue não é derramado no altar, mas o objeto do sacrifício é queimado, e a fumaça enviada as alturas.