Nem toda evocação é goétia

Dias atrás estávamos debatendo no grupo sobre evocações, conjurações e etc… E percebemos que de uns tempos pra cá quando se fala de BIXO se pensa logo em goétia, mas isso é uma regra?

A popularidade

A goétia se tornou um sistema popular de uns anos pra cá principalmente por sua facilidade de acesso, o praticante não vai precisar de muitos aparatos mágicos pra tentar realizar a sua primeira evocação, e por ser um sistema considerado de baixa magia, não existe a necessidade de seguir e aprender toda a dogma ritualística de uma ordem ou grupo, como muitos tentaram fazer, só criaram coragem e foram.

As intepretações

Outra coisa que influenciou bastante na popularização do sistema foram as interpretações de autores, em alguns casos até bem famosos, sobre o sistema, temos “várias goétias”, cada uma representando a intepretação de uma época diferente e de um autor com suas próprias ideias, algo similar com a popularidade do espiritismo devido ao livro “o evangelho segundo o espiritismo”, que nada mais era que um livro que interpretava outro livro, com a goétia aconteceu o mesmo.

As adaptações

Interpretar é uma coisa, adaptar é outra, uma interpretação tende a respeitar o material original, que no caso da goétia seria o LEMEGETON e algumas obras de demonografia, porém alguns autores criaram as suas “próprias goétias”, perdendo totalmente o conceito original apresentado, eu poderia citar algumas delas aqui mas vou deixar que vocês mesmos pesquisem e tirem suas conclusões… cof, cof, pathworking.

Mas nem tudo é goétia

E voltando ao tema inicial, nem toda evocação tem que ser necessariamente no sistema goétio, sempre houveram formas de se comunicar com os BIXOS e a goétia nem pode ser considerado um sistema antigo ou sequer perfeito, qualquer pessoa que já se deu ao trabalho de ler ao menos uns 2 livros sobre o assunto vai perceber que existem muitas outras formas de realizar um contato direto ou semi direto com algum BIXO do lado de lá, até porque afinal nem todo BIXO é daemon, temos anjos, elementares, djinns, fantasmas dentre tantas outras criaturas fora do nosso quintal.

Por que esquecemos delas?

Pelas minhas pesquisas percebi dois aspectos que colaboraram muito para que essas outras formas ganhassem uma posição secundária, no primeiro caso a complexidade, demora e gasto com o ritual, normalmente rituais considerados de alta magia realizados sob a observação de algum grupo e ordem, de forma coletiva e insistente por longos períodos de tempo, normalmente visando entrar em contato com algum tipo de BIXO que não respeitaria apenas um praticante, então com o “comportamento de cardume” o evocador consegue parecer maior ao convocar outros membros da ordem ou grupo para participarem do ritual

E no segundo caso temos evocações que “parecem simples demais”, normalmente utilizando apenas de uma oração ou prece, ou só chamados para que o BIXO te escute do lado de lá, os resultados tendem a ser muito relacionados à capacidade do praticante e nenhum efeito especial é prometido, então por ter menos alegoria e não remeter à muita segurança esse tipo de evocação tende a ser colocado de lado por algo “mais robusto”.

Por hoje é só, na próxima parte irei citar alguns sistemas de evocação, FORTUNA.


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