John Dee (1527-1608) foi uma das figuras mais controvertidas e fascinantes da corte de Isabel I. Matemático, ocultista, astrólogo e alquimista, exerceu esporádicamente como tutor da rainha, a que também realizou horóscopos. Antes de Isabel aceder ao trono, previu a morte da rainha Maria de Escócia, que acabou passando um tempo na cadeia. Depois que a rainha morreu, Dee foi nomeado astrólogo real.

En 1564, Dee publicou o Monas Hieroglyphica, um tratado que falava sobre o glifo que ele mesmo havia criado.

 

 

A principal motivação de Dee era o desejo de compreender os mecanismos internos do universo. Cristiano devoto, também acreditava que o plano divino se revelava através dos números. Durante os últimos trinta anos da sua vida buscou respostas cada vez com mais frequência através das ciências ocultas e os meios sobrenaturais, a favor do contato direto com os anjos e os mortos. Em concreto, Dee praticava adivinhação mediante a observação de uma superfície reflectante.

Os resultados foram decepcionantes, mas em 1582 conheceu o misterioso Edward Kelly, que parece que tinha um dom para a comunicação sobrenatural. Dee iniciou com Kelly uma larga série de conversas angelicais que deram como resultado um grande número de revelações. Os anjos falavam com ele em enoquiano, língua presuntamente usada por Deus para comunicar com Adão. Prometeram revelar essa língua para que Dee pudesse descubrir os segredos do universo. A língua lembra vagamente o hebreu, mas é impossível de entender a maioria. Passaram os seguintes 6 anos viajando pela Europa Central, ocupados em suas conferências angelicais e práticas alquimistas. Quando Dee voltou a sua casa, tinham entrado e saqueado toda sua biblioteca (umas das mais importantes de Inglaterra) terminou seus dias na pobreza e longe de conhecer os segredos do universo.

~ By ~ Níssia Cristina*