Elias Ashmole (1617-1692) Não era bem um mago praticante. Contribuiu de forma importante a divulgação do pensamento mágico. Ao mais puro estilo do século XVII, este trabalho de modo algum estava em desacordo com a sua posição como membro fundador da Royal Society (a instituição científica mais importante de Inglaterra); ao contrário, formava parte de sua paixão pelas antiguidades.

O interesse de Ashmole pelas ciências ocultas se manifestou de muitas formas. Em seus diários, faz várias alusões a sua associação a masoneria, sendo uma das primeiras referências a essa organização, também se acreditava que era rosacrucianismo. Durante a guerra civil inglesa (1642-1649), Ashmole realizou leituras astrológicas a favor dos realistas, enquanto  que William Lilly, o astrólogo mais importante de Inglaterra do século XVII, no caso dos parlamentários.

Também depois da guerra, Ashmole se converteu no (filho) alquímico do renombrado filósofo rosacruciano William Backhouse. Em 1650, publicou Fasciculus Chemicus, uma tradução ao inglês das obras  de alquimia escritas em latim por Arthur Dee, o filho de John Dee. Ashmole  passou tempo com o filho de Dee e tinha planejado escrever a biografia do mago.

 

Sua publicação mais importante foi Theatrum Chemicum Britannicum

Uma recompilação de poesia (1652) influenciada pelo hermetismo que incluía obras de George RIpley, John Dee e Edward Kelly, entre outros.

 

~By~ Níssia Cristina*