Voltamos com o tópico de elaboração de rituais, desnecessário dizer que a primeira parte tem que ser lida para que essa faça sentido. Considerações feitas vamos começar.

 

Nessa parte abordaremos a questão do nível do ritual, sendo assim também o leitor poderá se encontrar e entender seu nível como praticante, o que é realmente
importante pois cada rito é feito para cada tipo de ocultista e o nível do mesmo é levado em consideração, quem nunca ouviu a pergunta “por que você não faz um rito pra ganhar na loteria?”, ou “por que você não faz um rito pra matar logo tal pessoa?”, a resposta é dura mas é verdadeira EU NÃO TENHO NÍVEL PRA ISSO, e saber dá-la ao invés de se ofender te torna um ocultista muito mais sábio do que se imagina, afinal um bom homem tem que saber seus limites e quando deve ou não tentar ultrapassá-los.

Para fazer essa separação da forma mais simples possível separarei em apenas três níveis distintos, o que obviamente muitos discordarão e eu sei bem disso, mas levando em consideração apenas o que foi dito até agora essa se torna, sim, a melhor forma.

Nível básico

Nesse nível encontramos os ritos casuais, também conhecidos como simpatias, rituais baixos e mandingas, são pequenas urucubacas triviais que qualquer pessoa pode fazer sendo ela ocultista praticante ou não, o maior ingrediente nesse tipo de rito é a vontade/fé de quem o realiza e mesmo que ele peça alguns itens para ser realizados esses podem ser facilmente encontrados em casa ou em lojas de itens religiosos.

 

Exemplos: amarrações, maldições, quebrantos, proteções, promessas

 

Nível intermediário

Os rituais desse nível já cobram de seu praticante alguns requisitos para funcionar, ou até mesmo para entendê-los, anos de prática, alguma experiência e um certo desafio aparecem quando se tenta praticar um ritual intermediário; adoração de divindades, entendimento de energia, conhecimentos obscuros, sacrifícios e etc podem ser obrigatórios, e obviamente para que se faça alguma dessas coisas tem-se que entender profundamente cada uma delas, percebemos logo que o salto entre básico e intermediário é bem longo e os anos de prática e estudo também são infinitamente maiores.

 

Exemplos: Invocações, banimentos, limpezas, exorcismos, amarrações, purificações, energizações

 

Nível avançado

Rituais raros esses, não devido à sua dificuldade mas ao que se faz necessário para realiza-los, todos os itens do nível intermediário se fazem presentes aqui e lógico outros tantos mais. A maioria dos rituais avançados estão sob o poder de ordens ou grupos fechados, o que não quer dizer que alguns não vazem, mas a maioria deles são caros (repito muito caros) e cobram muito tempo e locais específicos para serem realizados, algo que apenas a agenda das ordens e grupos podem suprir. Outro detalhe é a quantidade de praticantes no mesmo rito, obviamente impossível para os famosos “praticantes solitários” mas bem viável para grupos e ordens que além de ter muitos membros ainda os mantém em grupos separados de nível distinto constantemente testados .

 

Exemplos: Acho que tudo, né.

 

Temos também um último nível que não pode ser colocado com os anteriores, o de Rituais experimentais, o qual não pode ser considerado nem básico nem avançado pois os fins é que vão ditar onde o ocultista está se metendo porém raramente um rito experimental é básico e raramente é realizado por alguém pouco entendido. Os motivos para um rito experimental são muitos mas os mais encontrado são:

A necessidade de um ritual para determinado fim e o tal rito não existe ou não foi encontrado.

ou

Adaptação de um ritual para a atual realidade do ocultista praticante.

 

O segundo é menos perigoso que o primeiro e muitos fazem isso o tempo todo, já o primeiro é tido como algo imprudente e perigoso e poucos ocultistas sérios encaram isso com bons olhos, para a maioria é um desrespeito às tradições ou simples incompetência do praticante, já o segundo é muito adotado por praticamente todas as linhas e fazendo quem não aprova ser conhecido como “tradicionalista”.

 

Vou dar fim a essa segunda parte onde falamos de níveis, em breve continuarei.

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