Voltando com a segunda e provavelmente última parte desse programa falaremos sobre mais alguns distúrbios comportamentais que afetam a maioria dos novos ocultistas, na peça anterior tratamos sobre Paranoia e Arrogância, conversando com alguns dos visitantes do Portal percebi que provavelmente esses dois são os principais distúrbios ou ao menos são os mais comuns tanto que os que citarei nessa parte da peça podem ser desconhecidos da maioria ou passam despercebidos.

 

Síndrome de Pinóquio 

 

Realmente o nome é engraçadinho e provavelmente vocês já viram muitas crianças passando por isso, mas a coisa fica realmente feia quando vemos isso aflorar em um adulto ou em alguém chegando nessa fase. Pessoas com síndrome de Pinóquio tendem a fantasiar sua realidade para suprir necessidades pessoais, ou seja, em uma situação que preciso ter determinado atributo caso não o tenha acreditarei ter e seguirei em frente, e isso só piora.

Os casos mais comuns que podemos encontrar de pessoas que sofrem desse mal são normalmente ligados à natureza mágica das mesmas, normalmente com bases misteriosas e impossíveis de se comprovar encontramos por ai vampiros, lobisomens, fadas, nefilins, reencarnações de faraós e tantos outros que eu poderia ficar aqui o dia inteiro escrevendo e não falaria de metade delas.

Normalmente essa necessidade de inventar tais qualidades inexistentes vem da falta de habilidade do ocultista em lidar com algum estágio da iniciação e como algum tipo de hereditariedade mágica ou dom natural são atributos simples de explicar, impressionantes e raramente postos à prova, essa é normalmente a escolha favorita dos “Pinóquios”.

Demonomania

Essa é uma variação da anterior porém focada apenas em um ponto: O ocultista acredita piamente que um demônio habita seu corpo ou faz uso dele. Essa é bem perigosa de se constatar ainda mais quando falamos de ocultistas até porque essa síndrome ataca muitos religiosos fervorosos e alguns dos mais medrosos também, o que facilmente mostraria pouco ou nenhum risco em taxar simplesmente como maluquice, porém quando estamos falando de ocultistas a história é outra.

Sabemos o fascínio que os programas de invocação exercem sobre os novatos e apesar de todos os avisos de que não devem começar por ai é fato que 80% vira a cara e pula de cabeça sem a menor preparação, alguns obtêm êxito outros não e é nessa imensa parcela que esse mal mais ocorre.

Novamente com a decepção de não ter conseguido comunicação com algum ser não-físico o novato ocultista inventa ou acredita que esse mesmo ser agora habita seu corpo ou o acompanha possuindo-o principalmente em momentos de tensão, torpor, bebedeira ou convenientes. Essa entidade normalmente representa algum aspecto mais obscuro do ocultista, vemos casos de arrogância e força ou casos de medo e fragilidade, mas em sua maioria algum aspecto escondido do ocultista é revelado nessas falsas possessões e histórias não faltam sobre isso por ai (se alguém quiser contar alguma nos comentários sinta-se livre).

Assim como qualquer distúrbio isso trava a evolução do ocultista e o impede de seguir em frente e sem a devida observação torna-se um vício par ao mesmo até chegar em determinado ponto que será impossível que o mesmo consiga se livrar disso sozinho tendo que buscar ajuda profissional.

Mitomania

Essa é clássica e talvez o pai de todos os distúrbios os quais eu possa enumerar Mitomania, a tendência mais ou menos voluntária de mentir, percebam que ela é diferente da síndrome de Pinóquio pois lá temos a necessidade de se encaixar em determinado tema nascendo assim a fantasia a qual é acreditada pelo próprio criador já na mitomania o que ocorre é a quase compulsividade de inventar histórias e detalhes em qualquer assunto tratado normalmente enfrentando alguma realidade desagradável. Resultados falsos em experimentos, dizer ter feito tarefas que não fez como ler livros, executar banimentos, visualizar algo, estão na lista dessas pessoas, o que por muitas vezes atrasam não só ela porém seu grupo de trabalho.

Percebam que os mitomaníacos existem em qualquer círculo social, quem nunca teve aquele amigo conhecido por ser mentiroso? As causas disso provavelmente se devem a algum trauma sofrido ( e não, isso não é exclusividade dos gordos como muitos pensam), e a tendência é que o caso se agrave com o passar do tempo principalmente se ninguém se importar com o que o dito cujo fala.

Talvez continue.

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