O som era como se um porco devorasse lavagem, um som gosmento, nogento e interminável, seu corpo sacudia ferozmente mesmo com a entidade o segurando com suas enormes mãos, porém naquela eternidade que era ser devorado vivo ele conseguiu ouvir um estalo, como se seu devorador tivesse trincado os dentes em algo rígido, naquele momento ele percebeu que seu plano louco havia dado certo.

por um pequeno instante a entidade monstruosa pausou sua refeição macabra, Hannow que já quase ia ao chão foi trazido devolta à “realidade”, era o momento que ele tinha esperado, era o que ele tinha planejado e ele não teria outra chance como aquela.

Ao parar de mastigar a cabeça da maldita banshee se afasta rapidamente do ventre de Hannow, ela leva os dedos à boca e entre seus pútridos dentes uma pequena gema preta, opaca e irregular mostra o motivo da parada súbita… Talvez aquela sensação desesperadora de sentir algo sólido quando se está mastigando algo macio também afetasse entidades malditas, talvez ela também soubesse o que era aquilo mas para Hannow agora era o momento de dar um basta naquele quadro humilhante.

Ele baixa a cabeça ainda meio tonta e com o pouco de sarcasmo que lhe sobra ele solta um sofrível:

– Surpresa sua filha da puta!

Antes que a entidade consiga entender o que se passa a mão de Hannow crava fundo em seu crânio fazendo miolos vazarem pela abertura, por um instante a entidade vacila em tirar a pedra presa entre seus dentes que mais lembram facas afiadas, e antes que ela possa tentar isso o punho cerrado de Hannow explode com todo o ódio e força que ainda existiam em seu destruído corpo. Aquilo não era um soco, era uma marretada, era algo totalmente não físico e partes dos dentes voavam encontrando a água no chão,os ossos da mão de Hannow se partem porém ele pára.

– Você queria um pouco de mim!?!- Outro soco é desferido varando uma fileira de dentes e indo de encontro à garganta da entidade.

– Você quer um pouco de mim???- Hannow recua o braço e já desfere outro golpe potente nos dentes que prendem a pedra negra.

-Então engole isso maldita!- O golpe acerta não só a pedra mas uma boa parte da cabeça do monstro, e a pedra abre uma enorme rachadura.

Das rachaduras pode-se perceber uma luz negra sendo emitida e sons de grito, gemidos de agonia, porém não vem da entidade que agora tem quase que sua cabeça inteira esmagada pelos seguidos socos e pela mão esmagando seu crânio.

A entidade vai ao chão, e isso não o impede de continuar.

A cena é grotesca e alucinante, Hannow está com metade de seu corpo dilacerado e a entidade com metade da cabeça esmagada, só se ouve os sons abafados de punhos batendo na pequena pedra, o que de brinde destrói ainda mais o que antes era uma cabeça pútrida, e pequenas pedras negras escorrem das entranhas de hannow se espalhando pelo corredor que aos poucos vai ficando mais escuro e seco.

– Por que você não quebra??- Ele urra enquanto do seu rosto escorrem pedaços do que era a entidade.

De súbito a entidade é dragada pela água desaparecendo das mãos de Hannow, ele arfa, ajoelhado na rasa poça d’agua, seis pedras haviam deixado seu corpo e cinco delas estavam espalhadas pelo chão, uma ainda