Possuímos um determinado número de corpos (4 – físico, emocional, mental, espiritual). Todos esses corpos são compostos de energia. m o corpo emocional, o corpo mental e o corpo espiritual. Todos estes corpos são compostos de energia. Esta energia, porém, não pertence ao espectro electromagnético que integra a luz, as ondas de rádio e os raios X, etc., que se mede por comprimentos de onda e que conhecemos bem. Esta energia encontra-se por detrás dessa outra, por detrás daquilo a que chamas matéria. Trata-se de uma energia que não pode ser detectada pelos instrumentos dos cientistas, porque esses aparelhos também são feitos de matéria… e nenhum artefacto pode detectar frequências mais elevadas do que aquelas de que é feito!

Esta energia de frequência mais elevada é a energia da Fonte, a partir da qual derivam as diferentes frequências da energia dessa 3ª dimensão onde estás, uma das quais, por exemplo, conhecemos como luz. Embora a energia seja um contínuo, podemos pensar nela como uma quantidade infinita de “unidades”, onde cada uma delas dispõe de um tipo particular de consciência. Estas unidades de energia concordam em integrar esquemas de consciência de ordem muita elevada, tais como as células do corpo. Esta energia é, portanto, o que eu e tu somos; é dela que somos feitos. E o estado de alerta por ela alcançado constitui, por sua vez, a base da consciência que temos acerca de nós mesmos. Como resposta, o nosso sentido de ser organiza essas unidades de energia e fornece-lhes uma estrutura psicológica, mediante a qual elas podem expressar-se a si mesmas.

O Universo está organizado para permitir que alguns estados de ser da energia, tais como eu mesmo, possam desempenhar uma função.

Qualquer nome que usemos faz referência à função que estamos a desempenhar quando nos comunicamos com o astral e nenhum deles implica que haja qualquer identidade dentro do ESPÍRITO. Qualquer nome que se use tem o único propósito de ser conveniente à comunicação com a tua mente consciente.

Através desta explicação facilmente poderás deduzir que a energia está dividida em oitavas: a Fonte ocupa a oitava mais elevada e o plano físico representa a mais baixa. Eu e outros níveis do meu Ser existimos e desempenhamos as nossas funções nesse leque de oitavas. Imagina-as como se fossem as várias bandas do teu rádio FM; e imagina cada ser, eu ou tu, como se fosse uma determinada estação. Cada estação capta uma faixa diferente de frequências; cada um de nós, porém, opera em todas as bandas. Ocupamos a mesma posição relativa em cada banda, elevando progressivamente a frequência. Para usar a analogia de um teclado do piano, digamos que somos feitos da mesma nota relativa em cada uma das suas sete oitavas. Se as tuas notas individuais, dentro de cada uma destas sete oitavas, fossem todas tocadas simultaneamente, o som resultante seria a totalidade do teu ser: um som muito harmonioso!

Nota que estas analogias estão muito longe de poder transmitir-te a realidade. Há muitas bandas e, em cada uma delas, há um número infinito de notas. Ora, também nestes níveis nos mesclamos permanentemente com outras energias para realizar certas funções. Qualquer coisa que conceba manifestar-se-á através da ulterior organização das unidades de energia: quando se pretende criar algo, seja um átomo ou uma galáxia, comece por projetar um campo receptivo, análogo ao espaço, e logo irradie unidades de energia para o seu interior, organizadas de acordo com a intenção ou com as formas de pensamento. A única maneira de criar algo é organizando este fornecimento ilimitado de unidades de energia, de acordo com a intenção. Assim, não só o ser que conheço como EU mesmo, mas também tudo aquilo que crio ou destruo, é composto de energia.

Repito: esta energia não é nem o calor nem a luz que conheces, mas sim uma energia muito mais subtil… mais parecida com a energia de um dos teus pensamentos.

Isto suscita muitas perguntas interessantes acerca das dimensões da energia, tal como, por exemplo a natureza do espaço e do tempo.